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Segundo Botão | 第二ボタン

quarta-feira, 31 de agosto de 2016 | às 11:30

- Por que as pessoas têm tanto medo (ou criam impedimentos) de conversar certos assuntos? 
Por que o falar claramente lhes dói tanto?

Dói mais do que a dor física que resulta desse não falar? 

- Eu não sei.. eu sempre soube conversar abertamente; pôr às claras, resolver... 

- Por que os humanos insistem em não querer se resolver assim? Onde está o bem, ou a beleza, ou prazer disso?

(..)

- Há outro silêncio que permanece:
O silêncio provocado;

"Você fica aí no seu lado e eu fico aqui no meu.."

Chamam isso de Respeito;
Às vezes chamam de Direito..
[Eu heim!?]

- Impedidos de falar por essas forças exteriores aos dois [que sabem muito bem de onde vêm, pois "jogam" com elas]. 

- "É a barbárie através do silêncio!"

(..)

Será que eu superestimei os humanos, e eles estão de fato ignorantes ao que lhes ocorre?

Será que existe algo mais poderoso que os impeçam de se abrir, se entregar e experimentar a verdade; que há?

Talvez, de alguma maneira, assumiram na vida certa posição e/ou compromisso de ser alguém que eles mesmos não quiseram ser; e agora não podem voltar atrás.




- "A teologia Cristã diz que as pessoas não têm consciência do pecado."

Contudo, há algo em mim dizendo que as pessoas sabem, de fato, a origem da violência.

- Diante de tantas demonstrações voluntárias de agressão, não consigo aceitar tão facilmente essa ignorância.

"Quando a violência se manifesta, as bocas se abrem".

- É o resultado desse silêncio demoníaco!
Não sei onde outrora residia tanta militância.

(..)

Diante disso, me sinto como um "escolhido".
(é sério!). 

Não escrevo com a perspectiva de um deus, mas sim fundamentado 
naquilo que é louvado por todos os humanos.

O que apelidei de:
"Convivência Conveniente ao Coletivo".

..ou segundo Fernanda Quintanilha: 
"Movimentos Pró-Humanidade."

(..)

- Por que os humanos concedem ao silêncio tantas coisas que no fim resultam em violência contra os próprios ou contra o coletivo?

- Esse silêncio, ninguém me explica. 

(..)

Pelo menos nosso falar solitário deixou de ser silêncio, quando lhe entreguei meu coração.

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